Ela faz
(Leonard Cohen – Love itself)
O pensamento era precisamente retilíneo e coerente. Estávamos sentados na cama. Aliás, eu estava sentado e ela deitada. Apesar da posição não muito cômoda, aquelas palavras, como de costume, transportavam-me a um estado dormente, a um efeito ludovico de inconsciência, tamanha a precisão com que dissolviam em texto de poucas linhas toda a decadência humana. Minha alma estava ali, sonolenta, mas estava ali, mergulhando na seqüência atordoante de palavras simples e de sentidos tão mais simples quanto à essência que difere um homem, uma vaca e uma estrela. E, enquanto estava ali, estupefato por fonemas, tentando compreender como aqueles poucos significantes insignificantes podiam abarcar o universo, ela olhou para mim e deu um sorriso. Toda a decadência humana já não importava mais. Não sei como ela faz isso, mas ela faz….
Janeiro 5, 2009 às 8:15 am
L’décadence est le charme de l’humanité. Tá nostágico e frio esse blog. saudades, guilhermeza. aparece aqui em casa. quando vamos montar nossa assessoria de imprensa, ou nossa produtora?
a vida é curta e a esperança não espera. embora a amizade seja eterna.
Desculpe a infortuita poesia.
abrazozoz
abraços sionistas!
feliz 3.000!
Maio 6, 2009 às 9:41 am
Belo blog!