Difícil ser feliz assim III
“Acredite em mim, porque eu não acredito em mais nada…”. Neste exato momento, juro que não sei o que me causa mais arrepios. Sua tautologia histerinética que dispara combinações frasais capazes de arrancar-me a roupa e a alma a deixar-me transitivo a qualquer uma de suas conjugações ou a minha inércia psicológica que me leva a navegar sobre a lógica das oscilações osculares que estes lábios desesperadamente evitam e combatem com palavras.
- É de lágrima / Que faço o mar pra navegar.
- E é de mágica / Que eu dobro a vida em flor.
Não seria demais pedir sinceridade nesse momento, se nós dois já sabemos que o depois é a razão do que por orgulho não conseguimos ainda?